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Colocar em perspectiva os diferentes modos de entender o mundo é o principal propósito desse livro Visões da Terra. Aqui, perspectiva não quer dizer rígida sequência cronológica, onde desfilam visões ultrapassadas no tempo, mas, “ver até onde os olhos alcançam”. Embora certas visões tenham seu aparecimento numa dada circunstância social, paisagística e histórica, elas não fluem como a água de um rio, que não volta mais. Elas se sedimentam, como nos ensinou o instigante epistemólogo Michel Serres, e permanecem no presente como memória material, vestígios do passado na forma de antigas tabuletas de barro, pergaminhos, mapas, instrumentos, edificações, livros, etc., que podem fazer parte de coleções em museus.

Mas as visões são, também, memória mental, que o arqueólogo e paleantropólogo André Leroi-Gourhan chamou de “memória coletiva”, a qual pode existir na forma de “memória oral” mantida pela transmissão oral de mitos, como ocorre com as narrativas cosmogônicas dos Ticunas no alto Solimões. Ou como memória revivida por certos grupos de indivíduos por meio da conservação e reprodução de tradições escritas de ver e entender o mundo. Num certo sentido, as visões da terra e suas memórias materiais e mentais produzidas pela humanidade estão aí no lado, ainda a nos provocar e a nos forçar a entender porque preterimos certas visões em relação a outras.

Visões da Terra. Entre deuses e máquinas

  • Rualdo Menegat
    COPESUL - UFRGS